RODA DO TEMPO / RODA DA LINGUAGEM:  O OLHAR DA MEMÓRIA

 

Lenice Pimentel[1] – UFAL

 

Poesia não é coisa dita,  mas uma forma de dizê-la.

                                                                                                                                            Housman

 

Olhando/lendo os poemas de José Geraldo W. Marques em Cactos temporários & itinerários maríntimo[2], por eles fomos capturados ao tentar o “exercício de arqueologia poética” solicitado pelo texto. Na cena da leitura, o olhar e a memória  deram-se as mãos para embarcar na roda do tempo/linguagem. Deslocando o olhar para o passado, escorregamos nos abismos de Cronos duvidando da

 

existência das palavras que carrego

e no entanto vou transportando-as por castigo

 

não me digam dos olhares não vividos

sei somente que depois virão sorrisos

 

ah, que saudades do futuro

quando os tempos forem todos feitos vivos! (31)

 

Estão aí a sideração, o amor, a saudade, o tempo-outro a se repetir na insistência do olhar da memória.

            Aprisionada pelo olhar sedutor da roda tempo/linguagem

 

a infância redescoberta

grita da solidão de estar afogada

pela relva não sentida

entre o campo e o descampado (73)

 

Assim, o olhar da memória acolhe o vazio matinal que se lança sobre os abismos desse descampado pois esta é sua sina, uma vez que, “o que resta do passado [...] [é] esse vazio inaugural em que tudo irremediavelmente se perde.”[3]  Do nada colhido entre o “campo e o descampado”, o poeta constrói sua poesia sem se desfazer do entulho da linguagem. É do não-todo que a poesia trata ao se aventurar por entre-palavras ou na-palavra. Aí, há sempre um resto a ser catado.

Nossa questão é esta: o olhar da memória em sua incessante busca de imagens de um “antigo ontem” que não se deixa apreender plenamente.  Deste abismo,  o   olhar – sábio - contorna as bordas e de lá puxa as palavras com as quais tece os poemas, sabendo que entre um ponto e outro persiste o vazio. O desenho da memória, o desenho do tempo-infância, tem o dom de ser lacunar para fertilizar novas construções.

Aqui, trataremos desse olhar que olha os poemas Psicanalíticos suportados pela psicanálise que perpassa este texto, sobretudo na perspectiva do significante desenvolvida por Lacan. Nosso intento é que o texto construído  não se afaste do objeto analisado.

Nesse movimento da roda tempo/linguagem, buscamos aproximar nosso olhar para o poético produzido por José Geraldo. “Afinal, o que é o poético senão essa busca da coisa que antecede à palavra e esse paradoxo incessante de se buscar a coisa justamente através de palavras”?[4] naquilo que elas fazem semblante.

Palavras minhas, palavras de José Geraldo, palavras de tantos outros que foram capturadas através do olhar que não teme se debruçar sobre o vazio da memória, do esquecimento, que não teme “deglutir saudades” para inventar uma outra história.

O texto de José Geraldo captura o leitor em seus sulcos, obrigando-o a utilizar  a linguagem poética para o seu atravessamento. Que infância é essa que adormece no berço de Mnemosyne, deusa da memória? Que infância é essa que o texto reflete e que é suportada pelo jogo de significantes que insiste em romper o casulo do imaginário? Confesso-me enfeitiçada pelo itinerário fluído das palavras que deságuam no mar(íntimo) dessa leitura/escritura.

  Quando solicitada para escrever um artigo com base no texto desse poeta alagoano, sem dúvida sou inter(ferida) pelo olhar que meu eu estende sobre essas terras/mares que varam fundo com seus espinhos no molhado dos significantes,  brotando na aparente aridez do papel branco.  Os poemas “Psicanalíticos” giram na roda do tempo, na roda da linguagemacompanhando  o movimento pulsional da escrita captada pelas lembranças de um tempo outro que exige o “exercício de arqueologia poética” que separa, junta, separa o que foi jogado no baú da infância.

O texto de José Geraldo suscita associações que me levam a buscar “sob as escamas da palavra”[5] os possíveis segredos que se revelam em leves espreguiçares, alçando vôo na noite do inconsciente, cavalgando o “cavalo enluarado” com suas crinas soltas ao vento noturno. 

José Geraldo encontra na escrita o húmus para fertilizar suas motivações inconscientes e nela investe sua libido  com os traços linguageiros para expressar a “noite-canteiro”  da infância, em busca de ricos tesouros que habitam o imaginário humano que de lá  migram com as palavras da língua.  Com elas, as palavras,  ele expõe a pulsão auto-erótica que lemos no texto.  Textos pulsionais/alados “relinchando os bemóis duros” de uma alma fatalizada/consumida pelo “fogo nos fogos”, queimando de paixão no ritmo  de frases cálidas e prazerosas como sugere Mezan ao dizer que “a arte de escrever consiste em servir a língua para dela poder servir-se; a vassalagem é a condição do domínio do meio e portanto da possibilidade de exercitar a liberdade criativa”.[6]

Assim, essa possibilidade vem com o “desejo montado no tempo perdido entre dobras do meu pensamento”  para seguir em movimentos erráticos que se (des)dobram em direção ao território desconhecido da memória.

Fazendo urdiduras (sua verve de escritor) com os fios da palavra,  os poemas se fiam com “os desdobramentos de uma metáfora”[7],  colocando-os pelo avesso na eterna busca do que ainda está “perdido no meio das dobras”, no tempo “perdido” da infância à espera das dobras, (des)dobras e (re)dobras dos significantes, revelando uma infância com o cheiro dos quintais, cheiro de ervas nunca esquecidas.

Enfim, acompanhando as peripécias das palavras, o gozo vai se revelando em excesso. Roland Barthes falando sobre o texto de gozo diz da vertigem que este pode causar. Ficar diante do tempo-criança, feito em palavras, inebria, dá tonturas, inquieta e deixa a sensação unheimlich – do inquietante familiar - que se revela nas palavras que ardem no fogo, até sua condição de cinza, no lento processo de transmutação. O inquietante familiar comparece à cena como um entre-lugar marcado pelo “fundo do tempo” e o tempo da escritura: a roda do tempo/linguagem  que gira nas lembranças com seus fiapos/traços remontando à presença do vivido, inscrição fundamental para a história do sujeito que, lacunar, pontua as ausências, o não-todo da construção poemática que se apresenta como gozo.

 

O ITINERÁRIO DO TEMPO-INFÂNCIA

 

No ritmo dos versos,  o (des)compasso, o (com)passo, o passo  bailam sob a escrita, evocando as lembranças do tempo-infância:

 

ah! Doce espaço de tempo

perdido no meio das dobras

das circunvoluções cerebrais:

deixei afogar-me no vento

que me traz do fundo do tempo

o cheiro de amor e a cor dos quintais.  (69).

 

Assim, percorrendo os traços de José Geraldo, alcançamos o movimento da desmemória que escorrega por entre os cactos áridos de um sertão vivido para desembocar nas águas íntimas e ondulantes da poesia, pescando os grãos da infância esquecidos no itinerário da vida. Talvez possamos dizer que esses poemas são textos litorâneos que se inscrevem por “entre o corpo do sujeito e o corpus textual, entre as terras do literário e o terra-a-terra do vivido”, como bem assinala Lúcia Castello Branco.[8]  Nesse entre-lugar, as palavras exercem o esfrega-esfrega parindo os significantes que trazem a possibilidade de diálogo entre a literatura e a psicanálise: campo de lituraterra.

Os cactos, aqui, são temporários porque o desejo maior é o encontro íntimo com o mar em seus movimentos de marés marcando o litoral desse real indizível, indefinido, que é também a marca do tempo-menino. Tempo em que as palavras ecoam em sua vacuidade e que encontram na literatura o berço acolhedor para fazer sonhar. Acomodar restos não é a tarefa da literatura, como nos ensina Lacan? Não é pescar aqui e ali os fiapos de uma grafia desbotada no tempo para novamente perdê-los? Busca fracassada, mas sempre recomeçada como vemos nos versos abaixo:

 

levanto o pano

que esconde meu canto:

que é do meu canto?

-                     quem disse encontrei?! – (69)

 

O que suscita nosso interesse nos poemas “Psicanalíticos”, mais do que a sua excelência, é esse movimento de roda do tempo/linguagem,  apontando o lugar privilegiado da infância que recebe o poético  nas “noites-canteiros”, de lá extraindo o azul da lua, a dureza da pedra, o trotar dos cavalos, os relinchos, a aurora...

No campo de Mnemosyne, o diálogo com as palavras produz areia nos olhos molhados exatamente pela impossibilidade do retorno pleno. As palavras só alcançam um lugar-outro que não é nem antes, nem depois. Simplesmente um lugar-outro onde

 

era uma vez uma flor

era uma vez um amor

um pastor e um rei sem alma

era uma vez um senhor

era uma vez uma senhora

tudo sem hora

sem tempo e sem lugar...  (p.65)

 

sem palavras plenas – cactos temporários... No caminho da desmemória, inserem-se as perdas, os descaminhos, os desencontros, marcando também os encontros com os restos desejantes do tempo-infância, adubado com as “noites-canteiros da minha infância/aurora!” (65), iluminado pelos raios “lunasol”  do desejo 

 

... montado no tempo

perdido entre dobras do meu pensamento

traz-me do muro

das noites de escuro

o cheiro de amor e a cor dos quintais

 

o fogo nos fogos

nos fogos afogo

a minha ilusão.

brotaram esperanças

do tempo/criança

que éramos então (69/70)

 

Onde demarcar as bordas desse tempo-menino com o tempo-hoje em que “nem o ar é o mesmo  /  nem a curva que a serra /  faz com a outra serra  /  tem o mesmo jeito nem o mesmo desejo  (67)  captado pelos olhos da memória? Outras paragens, outras terras é o que chega através da escrita.  Autran Dourado diz: “...o lugar onde a gente vai é sempre tão diferente, tão mais seco do que o lugar que a gente sonha.”[9]  De olhos abertos, com os  olhos-hoje, a realidade é seca e espinhosa como os cactos do sertão. Onde (re)encontrar o ouro das lembranças, a poeira dos sonhos? O mar(íntimo) convida ao mergulho, à ficção desse real impossível  que as metáforas, incessantemente, não se cansam de não se dizer. 

Assim, a poesia emite seu grito/ritmo ecoando nas brumas das “noites-canteiros” a espera de que “um menino fatalizado ao só  /  resolvia-se na cama sob a placenta das cobertas” (64) desperte aos primeiros raios de “lunasol” .  A infância relembrada, solitária, se faz representação impossível, mas que insiste na repetição tal qual “o querosene comia aos poucos a noite” (64) para que outra noite chegasse mesma e diferente.

Num outro poema, “psicanálise nº 2”, a matéria escapa em movimentos inapreensíveis, marcando mais uma vez a impossibilidade do aprisionamento do tempo-infância:

 

nem o ar é o mesmo

nem a curva que a serra

faz com a outra serra

tem o mesmo jeito nem  o mesmo desejo

 

hoje é tão mais hoje

do que antes eu pensava ...

 

...

 

descansei antes meus olhos tristes

- que ainda o são –

na curva que a serra

faz com a outra serra.

descansei-os em um ontem tão novo

desses que a gente não mede com tempo

mas com saudades sós. (67)

 

O poeta/sujeito não dá conta do real por mais que se posicione na “curva que a serra faz” sem, no entanto, desistir de dizer a partir de sua “fatalização só”.  Contornando o vazio do entre-curvas, os versos seguem seu destino tal qual a carta roubada de Poe.  Entre uma curva e outra há sempre um sulco que pode ser, pretensamente, preenchido com a poesia que “nem mesmo é o desejo, tampouco a cor” (68), mas furta-cor trespassada pelos chuviscos/riscos de ar.

 

O ITINERÁRIO DO TEMPO-HOJE

 

No espaço da infância, o estranhamente familiar ressoa em relinchos, em gritos, em monstros, espantalhos, segredos. Infância, terra-materna com suas promessas de gozo pleno sempre desejante de “aprisionar” ao “impossível útero” os sonhos do tempo-de-antes. Infância – lugar do não-saber / desejo-de-saber – inscrição permanente do sujeito desejante que precisa adentrar em seus labirintos para de lá sair “mugindo” após vencer o minotauro. A infância é o tesouro inesgotável e, como todo tesouro, não deve ser desenterrado sob o risco de perder seu poder de sedução.  Entretanto, é na infância que o autor situa um saber/sabor – prazer/gozo que é impossível de ser apagado pois os rastros reaparecem no “tempo vontade e cadafalso” dos itinerários (mar)íntimos do sujeito.

 Em “psicanálise nº4” , o sujeito do poema, tal Édipo redivivo frente ao enigma da esfinge, desafia os tempos da ‘aurora’,  do ‘meio-dia’  e do ‘crepúsculo’.  No tempo-aurora, as “micelas de pó na luz lunasol(ar)  /  atravessavam-se nas gargantas do começo” (71) com a imaginação matinal de tudo poder.  No tempo-do-meio-dia, revela-se “(a verdeza daqueles tempos infantis  /  virou tristeza  /  o tempo antes cor-de-espera feito fogo  /  é o tempo hoje cor-de-fogo feito cinza). Tempos secos, áridos, cactos temporários à espera do tempo-crepúsculo: quem sou eu? “do tempo-antes cor-de-espera-feito-fogo  /  o tempo-hoje cor-de-fogo-feito-cinza” agoniza o que do sujeito sobre/vive alimentado pelos sonhos da aurora e do meio-dia pois a memória, construída de retalhos, fiapos de lembranças de um imaginário que remete a um espaço outro de uma infância ressurrecta, redescoberta e desmanchada para receber o “infante” com suas saudades.

Vemos que neste poema se repete o mesmo vazio que teima em se representar no tempo-do-sujeito em falta que se encontra no tempo-poesia, cascavilhando o imaginário marcado pelos raios primeiros do tempo-aurora, que em seu resplendor enceguecem os olhos do menino/homem/Ser demarcando os limites do significante para sempre faltoso.

Enfim, em “psicanálise nº5”, acompanhamos a insistência do poeta em “laçar” a infância com o poder da letra que assim demarca sua instância no inconsciente, provocando a necessária desterritorialização do imaginário. De lá, do imaginário, surge a infância ressurrecta, a infância redescoberta, a infância desmanchada, dando lugar ao adolescer.

Assim,  a partir do conjunto dos poemas intitulados “psicanalíticos”  é que podemos falar, nos obrigando, é claro, ao descolamento do espelho imaginário para simbolizar o possível desse impossível Real de que fala Lacan. Do tempo-infância, o sujeito irrompe através do possível das palavras. Do tempo-hoje, alguns/tantos fiapos do “tempo antes cor-de-espera feito fogo” encontram-se soterrados sob os escombros do tempo-infância, obrigando o sujeito desejante a se marcar na ficção através do nó borromeano, tratado por Lacan a partir da instância imaginária, simbólica e real, subindo e descendo serras com o “desejo montado no tempo  / perdido entre dobras do meu pensamento”,  sem esquecer “o cheiro de amor e a cor dos quintais” (69).

Envolvido nos segredos do corpo poético, (re)encontramos nos versos os mistérios do gozo inscrito como “saudade de um impossível útero” (73), estruturando os fantasmas infantis que volteiam na ficção – espaço-entre –  perpassados pelos fios inconscientes do desejo.  Vejamos:

 

a  infância ressurrecta

traz relinchos de monstros reencontrados

as aves depressas rapinam o momento

a ali/mentem para os recém-natos

 

a infância redescoberta

grita da solidão de estar afogada

pela relva não sentida

entre o campo e o descampado

 

a infância desmancha-se

na vontade de re/voltar-se

e muda muda-se

e transmutada muta-se

em inofensivo espantalho

a infância mora na filosofia

morde a maçã e entrega ao adeus

o pedaço do seu resultado amargo

 

o infante é o dentro de estar dentro

do dentro das sete chaves:

é o grito inútil posto morto

 

adolescer na década

é ter saudade de um impossível útero

e ser ao mesmo tempo vontade e cadafalso (73).

 

A poesia de José Geraldo, assim, afronta seus fantasmas e não teme adentrar na rede significante para tecer novos versos nas terras ficcionais, como ensina Freud, Lacan e Sarah Kofman que já preconizavam a falta como primordial para a ficção. É desse vazio, dessa falta, que a infância muda, muta-se, transmuta-se e cede lugar para novas construções, novas restaurações, alimentando o insaciável desejo, mesmo que seja através do objeto poético, “metáfora de um objeto de desejo, que se faz e se desfaz na sua incessante realização”[10].

O texto poético – não necessariamente a poesia – tem o poder de seduzir como o canto das sereias, levando-nos para um tempo-antes quando o mundo era só mar(íntimo); só útero morno e aconchegante feito de lalíngua.

Do tempo-infância, os ecos...

 

de quando em quando uma vez

de quando em vez uma voz:

-                     era uma vez ...

pingava, então, uma estória no meu ouvido... (65).

 

É o tempo-crepúsculo que se anuncia?

 

 

Referências Bibliográficas:

 

BARTHES,  Roland. O prazer do texto. Trad. J. Guinsburg. São Paulo: Perspectiva, 1977.

BRANCO, L. Castello. A traição de Penélope. São Paulo: Annablume, 1994.

_______. O que é escrita  feminina.. São Paulo: Brsiliense, 1991.

BRANDÃO, R. S. Literatura e psicanálise. Porto Alegre: Ed. Universidade/ UFRGS. 1996.

FREUD, S. “O estranho” (1919). In: Obras psicológicas completas. Trad. Jayme Salomão. Rio de Janeiro: Imago, 1976.

LACAN, J. O seminário 20: mais, ainda.2ed. Trad. M.D. Magno. Rio de Janeiro: Zahar, 1985.

KOFMAN, Sarah. A infância da arte: uma interpretação da estética freudiana. Trad. Maria Ignez Duque Estrada. Rio de Janeiro: Relume-Dumará, 1996.

MARQUES, José Geraldo w. Cactos temporários & itinerário maríntimo. Maceió: HD Livros, 1999.

MEZAN, Renato. Tempos de muda: ensaios de psicanálise. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.

PIMENTEL, Lenice. Os significantes do barroco em Autran Dourado: (des)dobras do inconsciente. Maceió: 1999. Tese defendida no Programa de Pós-Graduação em Letras – UFAL, sob a orientação do Prof. Dr. Vilson Brunel Meller.



[1] Professora da UFAL e psicanalista do Centro de Estudos Freudianos do Recife.

[2] MARQUES, José Geraldo w. Cactos temporários & itinerário maríntimo. Maceió: HD Livros, 1999. As

   referências ao texto serão feitas através da paginação. Nosso olhar se voltou, sobretudo,  para  os poemas

   “Psicanalíticos” sem esquecer outras preciosas passagens como é o caso da primeira citação.

[3] BRANCO, L. Castello. A traição de Penélope. São Paulo: Annablume, 1994,  p.15.

[4] BRANCO, L. Castello. O que é escrita  feminina.. São Paulo: Brsiliense, 1991, p. 75.

[5] Expressão de Autran Dourado.

6 MEZAN, Renato. Tempos de muda: ensaios de psicanálise. São Paulo: Companhia das Letras, 1998,  p.105.

 

[7] MEZAN, R. Op. Cit., p.109.

[8] BRANCO, L. C. 1994, p.9.

[9] DOURADO, A. Ópera dos mortos. 11.ed. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1990, p. 96.

[10] BRANDÃO, R. S. Literatura e psicanálise. Porto Alegre: Ed. Universidade/ UFRGS. 1996, p. 41.